No tempo em que eu não me encantava com Barra Grande

Falou praia já me ganhou direto. A combinação sol + areia + água salgada é algo que me purifica. Mesmo.
Porém, nesses meus aninhos acumulados de vida ainda não tinha ido visitar a deslumbrante Barra Grande (litoral do Piauí – 411 km de distância da capital, Teresina). Erro rude.
Aparentemente não parece ser nada demais. Uma vilinha de pescadores parecida com Jeri, sem tanta badalação, mas já com a turistada. Longe de mim fazer aqui comparações. É só pra ter uma vaga ideia mesmo. Agora se você não conhece Jeri desculpa, rsrs. Leia esse post do ano passado.
Nem precisou pisar na areia da “Rua das pousadas” para entender que o lance é mais encantador do que eu descrevi no parágrafo acima. É muita lindeza por metro quadrado – infelizmente meu celular não me permitiu um registro fotográfico mais adequado. Tem outra coisa, fiquei tão maravilhada que esqueci de ficar tirando fotos. Erro rude de novo, né… Como é que a pessoa vai fazer post num blog e não tem imagens suficientes, né nom? 😀
Fui com uma amiga – a Camila – que estava com o espírito tão aventureiro quanto o meu. Acampamento vibes. Gosto muito de viajar e francamente não me importo com a existência ou não de luxo. A última coisa que faço numa viagem é ficar no hotel. Ficamos num hostel, por acaso. Já pensando na economia, é claro.

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Peguei todas as fotos acima do Trip advisor (inclusive ainda vou avaliar lá). Dá pra entender como foram esses quatro dias lindos no The Barra Grande Guesthouse & Hostel que também é conhecido como Torre de chocolate. Não me perguntem o motivo. 👀 😀
O valor do pacote saiu bem em conta. A Camila fez a reserva pelo booking.com e só tivemos que acrescentar o café da manhã pelo módico valor de R$ 15 – por dia. Avaliamos a necessidade de ter que acordar todo dia e ir atrás de tomar café lá na pracinha, onde fica localizada a padaria e tal. Resolvemos que valeria a pena investir essa quantia. E valeu! Muita variedade de opções que incluíam: granolinha, frutas, sucos caprichados, iogurte, bolos, pães e etc. Muita coisa. A gente praticamente tomava um brunch até pra se segurar bem e não precisar almoçar tão cedo.
Depois de uma caminhada puxada (areia é foda) de 15 minutinhos já estávamos na praia. Num corredor de muitas barracas conseguimos escolher a melhor, para os nossos propósitos. Obviamente que aquela placa WI FI ZONE ajudou bastante. Hahaha. Sou viciada. Entretanto, minha bateria não segura muito, então fiquei online na medida do possível.
O nome do lugar é Bahamas. A comida não é assim um bistrô, mas tá ótima pra matar a fome de viajantes buscando por preço acessível. O atendimento é legal. Chamem o garçom Lucas que ele facilita tudo. Tem caipirinha deliciosa por 5 conto. Cerveja de 600 ml por 7. E gelada pacas! Depois do almoço rola umas fatias de melancia e uns pedaços de rapadura como cortesia da casa. Amei o mimo e quero voltar. 🍉 Pro tira gosto aguarde a passagem do Mário (aquele que vende camarão prontinho pro consumo), 4 saquinhos por R$ 10. Uma delícia!
A piscina do hostel é um acontecimento. Meu Deus do céu. Normalmente já sou viciada, mas nessa viagem eu simplesmente não queria sair de lá. Eles não proíbem os hóspedes de levar mantimentos, logo levamos 3 garrafas de vinho que foram devidamente degustadas sob a luz das estrelas – e dos efeitos de luz da piscina também.

 

Foi difícil, mas conseguimos nos desgrudar dessa água aí e sair pra curtir a noite. Preferimos um lugar próximo ao hostel e novamente foi uma escolha acertada. Antes de chegar ao bar Bandoleiros já dava pra ouvir a boa música num formato acústico com repertório que ia de Ney Matogrosso a Paralamas do Sucesso. Apenas amor! A recepção ficou por conta do Alexandre. Um cara muito simpático que nos deixou bem confortáveis no local. Tudo bem que não temos grandes dificuldades de adaptação hahaha, mas um bom atendimento faz toda a diferença. Os preços também são praticáveis até para os bolsos prejudicados como os nossos. O meu drink – uma piña colada – foi R$13 e só não bebi a caipirinha de R$ 7 (se não me falha a memória) porque eu já tinha bebido mais cedo no Bahamas.

Drink delícia feat. bonito, música de altíssima qualidade e atendimento especial. Recomendo demais. ★★★★★

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O chato é que quando a gente pisca o olho já tá na hora de ir embora, né!? Mas, dizem que o melhor das viagens é a volta pra casa, não é mesmo?
Rapaaaaaaz, e no nosso caso isso se aplicou como verdade absoluta. SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA.
Até Parnaíba tem ônibus da Guanabara por aproximadamente R$ 67. De lá até Barra Grande é preciso pegar outro ônibus pela pechincha de R$ 13. Tudo bem, tudo certo até aí. Nos programamos dentro dessa linha orçamentária. Mas, adivinha o que não tinha no domingo a tarde em Barra Grande? O transporte de volta para Parnaíba. Nossa passagem de volta pra Teresina já estava garantida, porém não existia alternativa para sair de lá por menos de R$ 100. Bateu um leve desespero, ó. Tentamos opções, sem sucesso. Começamos a pedir carona pro pessoal que tava fazendo check out no hostel.
A Camila e sua grande habilidade de persuasão combinada com simpatia extrema conseguiu descolar A CARONA. Um casal enviado por Deus não só nos levou para Parnaíba como nos convidou a acompanhá-los até Teresina. Nem nos meus pedidos mais otimistas eu imaginava isso. Foi uma benção de fato! De lambuja ainda sobrou a passagem no trecho Parnaíba<–>Teresina para motivar a próxima viagem.

Acho que é isso! O saldo de Barra Grande foi excelente. Pude viajar com uma grande amiga pra um lugar lindo e ainda colecionamos boas histórias para contar. Afinal, a vida é isso. Vocês concordam?

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No tempo em que eu viajava pra Jeri

Domingo passado a essa hora eu estava voltando de Jericoacoara, um pedacinho do litoral cearense que eu já aprendi a amar.
Daí você pode achar como é incrível essa capacidade que eu tenho de ir conseguindo amar tão facilmente coisas, pessoas e lugares. E eu posso dizer em minha defesa que Jeri é amável, apaixonante e vicia. No ônibus de volta planejei a minha terceira volta. Continuar lendo “No tempo em que eu viajava pra Jeri”

No tempo em que eu não usava biquíni

A primeira memória que eu tenho usando um biquíni é da era jurássica numa viagem de excursão pra Fortaleza.
Lembro que a peça era verde limão e não tenho fotos para documentar este momento. Continuar lendo “No tempo em que eu não usava biquíni”