No tempo em que eu não era social media

Dentre as funções profissionais que eu desempenho, a que mais se destaca no momento é a de social media. Aquela pessoa que pensa, cria e executa (em muitos casos) posts e estratégias para as redes sociais dos clientes.

As implicações disso na minha vida prática? Posso falar disso num outro post. Hoje, eu quero falar sobre um tempo passado ainda recente: quando eu não tinha ideia do que estava fazendo nos terrenos do Marquinho (apelido do Zuckerberg entre os migos próximos).
O ano era 2013. Pensando bem nem faz tanto tempo assim. Eu era dona de um blog ruim de cinema. Na época desconfiei que não era bom, mas continuei atualizando. É aquela coisa, né… Vamo fazer o que?  Enfim, no meio da empolgação da vez resolvi criar uma fanpage para divulgar os posts do blog. Foi um movimento natural naquele momento da internet (hoje seria um perfil no insta com certeza), ainda mais que eu tava bem envolvida com a tendência, já que fazia isso pros clientes da agência onde eu trabalhava.
Só que… Eu ainda era bem crua no assunto. Percebi isso semana passada quando recebi notificação do Facebook avisando que a tal página tava precisada de uns posts novos. Não resisti e fui lá observar o conteúdo que eu produzia naqueles tempos. Não era bom. Tudo bem que eu não era tão ignorante assim na função, mas provavelmente dedicava a maior parte do meu tempo e do conhecimento adquirido para os clientes – isso definitivamente não mudou de lá pra cá.
Se eu tivesse me esforçado mais, o trabalho com essa página e com o próprio blog (que terminei por ocultar no saudoso Blogger) teria sido mais interessante pro público e pra mim também. Trago exemplos do que não fazer:

Isso é post que se apresente?
A intenção desse até que era boa, mas se eu possuía um blog, o ideal seria criar conteúdo próprio e compartilhar na página.
Compartilhar o trailer, ok… Mas, só isso? Nenhum comentário pra animar? Trágico.
E para finalizar: o pior. Eu passei realmente o dia todo comentando o Oscar. Coisa que poderia ter feito no blog ao invés de lotar a timeline dos meus amigos pacientes com fotos e comentários óbvios. P.s.: Te amo, Marina.

Depois de ver esses e outros posts, meu primeiro pensamento foi deletar a página, porém não consegui seguir em frente com esse plano. De maneira geral eu fico com dó se preciso excluir uma página no Facebook e tal. Não é legal pra quem cria ter que se desfazer de sua criação ainda que ela tenha sido medíocre.

A lição que ficou desta página ainda não deletada, de outras que foram deletadas e de outras que estão na lista para desaparecer é que… SE NÃO FOR PRA FAZER DIREITO, NÃO FAÇA! Tô com esse lema agora e isso tem me feito sofrer, pois sou dessas que se jogam nos projetos como se nunca fossem ter fim. Aí vem a realidade e SAPECA uma voadora na minha cara sonhadora, mais uma vez.
Não que eu tenha desistido de sonhar – e nem de projetos. Longe de mim. Sonho direto. Sonho enquanto escrevo/digito aqui. Porém, mais do que sonhar é necessário fazer a mágica acontecer. De preferência com todos os recursos que você dispor, com dedicação e excelência.
Até mesmo deletar páginas que morreram e só continuam vivas na sua cabeça.

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No tempo em que eu blogava sozinha

Escrever é uma atividade solitária? Na maioria das vezes, sim.
É um processo entre o que você aprecia do mundo, o que pensa a partir daquilo e a maneira que entrega sua percepção de tudo.
Bem cedo comecei a me aventurar nesses caminhos e durante muito tempo não encontrei par pra partilhar experiências. Continuar lendo “No tempo em que eu blogava sozinha”

No tempo em que eu tinha vários blogs

Imagem: Clip Art Gallery/Google
Imagem: Clip Art Gallery/Google

Sabe…
Teve um tempo em que eu escrevia demais. Escrevia o tempo todo. Era como uma terapia.
Antes da blogosfera eu colocava minhas ideias em folhas de papel almaço (quem tem mais de vinte vai lembrar).
Até que fui apresentada aos blogs e desde 2003 que ando por aqui nesse mundo internético.
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