No tempo em que eu não fazia amizades

Amizade é um assunto sério pra mim.
Estar num grupo ou dupla de parceria sempre esteve no topo das minhas prioridades, mesmo que eu não tenha precisado fazer muita força para que isso acontecesse.
Talvez, essa urgência tenha se dado pelo fato de eu ter vivenciado a solidão desde a infância. Única criança da casa até os 9 anos, brincava sozinha e conversava mais com meu pai e com meu bisavô do que com pessoas da minha idade.
Logo, fazer amizades se tornou um hábito extremamente comum na minha vida. Estes amigos têm me salvado desde então. Continuar lendo “No tempo em que eu não fazia amizades”

No tempo em que casamento era brincadeira de criança

decô

E aconteceu!
No último sábado o primeiro casamento da minha turma de infância: Aldair e Luziane.

Foi uma festa linda. Cerimônia na igreja emocionante que não me fez chorar copiosamente, mas trouxe certa umidade às retinas na hora do juramento.
Foi também o primeiro casamento que fui como adulta. Nem me lembrava direito como funcionava tudo e devo dizer que achei muito belo. Continuar lendo “No tempo em que casamento era brincadeira de criança”

No tempo em que solidão era só letra de música

Sempre fui meio condicionada a acreditar na minha própria solidão.
Já até devo ter comentado aqui que brincava sozinha  na infância, que gostava de desenhar e que lia muito até dormir por cima dos livros.
Tais fatos não comprometeram minha felicidade naquele período e credito um incremento elevado de independência emocional em função disso.
Na adolescência: “a turma”. Não desgrudávamos um segundo. Só pra voltar pra casa depois da aula ou de outros eventos, mas continuávamos em contato mesmo assim.
Não tínhamos muitas coisas pra fazer e era bem mais simples se encontrar no meio do dia ou ficar conversando no portão em pleno início de madrugada.
Condicionamentos a parte, a independência emocional começou a falhar de uns tempos pra cá.
O negócio tá ficando puxado mesmo. Continuar lendo “No tempo em que solidão era só letra de música”

No tempo em que eu não era ignorada

Imagem: Blog Xerago
Imagem: Blog Xerago

Se tem uma coisa que as pessoas sabem fazer é ignorar as outras.

E falo isso não pelo lado pessoal somente. O mundo está cheio de exemplos  de como as coisas importantes são sumariamente ignoradas.
O regime escravocrata levou séculos para ser banido e ainda hoje em pleno século XXI deve existir por aí, nos confins desse Brasil, uma fazendinha que escraviza  seres humanos. Só para citar um exemplo.
Voltando para casa ontem no ônibus de sempre presenciei uma dessas cenas. Continuar lendo “No tempo em que eu não era ignorada”