No tempo em que eu não encolhia

Ontem fiz uma avaliação médica. Daquelas bem básicas só pra aderir a um plano de saúde.
O médico, bem simpático, era um senhorzinho já. Muito solícito, ia me ajudando a responder muitas perguntas sobre minha saúde enquanto registrava tudo em um aplicativo no celular. Achei chique, achei tecnológico. Porém, tudo fazia parte dos procedimentos próprios da organização.
Mostrei uma elevação óssea no meu punho direito, ele concordou que só pode ser lesão por causa do trabalho. Perguntou se estou tomando algum medicamento e confessei a ingestão de um Pantoprazol por conta própria para aliviar os sintomas do refluxo. Não me repreendeu.

O próximo passo foi verificar minha respiração e medir a pressão. Tudo dentro da normalidade. Nesse momento eu só conseguia pensar nos instantes iniciais da consulta, quando subi na balança. Em relação ao peso nenhuma surpresa. Já esperava uma obesidade tipo 1 que realmente se confirmou. O espanto ficou por conta da mudança de altura. Eu encolhi! Foram apenas dois centímetros, mas diminuí de tamanho. Fiquei chocada. 😱

___ E a altura, doutor?
___ Um metro e sessenta e sete.
___ O QUE? Eu diminuí?
___ Quer que eu meça de novo?
___ Quero!
___ Vamos lá então.

Desci da balança na esperança de ter sido um mau entendido. Erro de régua.
Não foi.

___ É isso mesmo. Um e sessenta e sete.
___ Será que já são os efeitos da idade, perguntei e ele me deu um sorriso amistoso como resposta.

Dias antes conversava com um amigo educador físico sobre as consequências da falta de atividade física, principalmente, para um corpo obeso. Nunca pensei que a conta viria tão rápido.
Definitivamente meu corpo está cansado. Depois de ter sido submetido a tantas dietas intercaladas com períodos longos de alimentação desregrada. Sedentarismo ilhado por períodos curtíssimos de atividade física regular. Noites e noites de insonia e modo zumbi no dia seguinte.
Esses dois centímetros foram um sinal definitivo que acabou a brincadeira. Que já passou mesmo da hora de eu cuidar bem do meu corpinho. É preciso estabelecer rotinas apesar de não gostar delas. É preciso mudar de uma vez por todas.
Posso não recuperar a altura perdida, mas muita coisa ainda dá pra recuperar. E viver melhor, é claro.
Mesmo que eu necessite comprar mais sandálias de salto alto.

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4 comentários em “No tempo em que eu não encolhia

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