No tempo em que eu não perdia o ano

Eu e essa mania de ser retardatária. Contamos 10 dias de 2017 e só agora me dignei a ensaiar uma retrospectiva do ano passado. Num blog que se sustenta relatando acontecimentos que já se foram, nada mais tradicional, não é? É. Então, vamos lá.
Acho que 2016 foi um ano perdido em pequenos aspectos pra mim. Vou explicar. Quando a gente ainda está em idade escolar, perder o ano significa reprovação. E foi isso que sucedeu na minha vida profissional no ano que acabamos de deixar para trás. Baseio isso nos meus rígidos critérios de avaliação. Meu planejamento de carreira era muito claro e eu falhei.
Difícil aceitar porque em toda a minha vida educacional nunca reprovei. Vestibular passei de primeira. ENEM também. O mais próximo que cheguei de me dar mal foi ser ameaçada de reprovação por falta: uma vez no Ensino Médio (Biologia), outra na Graduação (Latim). Corri atrás e recuperei. Sempre peguei conteúdo rapidamente e consegui aplicá-lo. Me confiava nisso nos poucos momentos de aperreio.
As coisas mudaram. Já não tenho mais 19 anos. Estou cansada. Mais: estou sobrecarregada. E quem eu culpo? A mim mesma. Acostumei a exigir MUITO da minha capacidade. Diariamente desempenho diversas tarefas. Ao preencher meus cronogramas semanais, ainda que mentalmente, me dou conta de como me ocupo. Tudo pela falta de uma palavra simples, porém indigesta: o NÃO.

07-gato

Eu simplesmente não tenho conseguido dizer não. E não é para os outros é para mim. É uma luta severa, por exemplo, rejeitar projetos que me fazem brilhar os olhos apenas porque eu não disponho de mais tempo hábil. Tempo prático. Aqueles minutos que antes demoravam a passar e agora voam. O tempo prático que eu gasto me locomovendo na cidade e poderia estar aplicando em produzir. Outro problema é que costumo usar os minutos perdidos como se não fossem. Aí acabo extrapolando o tempo de uma atividade e prejudico a outra. Uma bola de neve que esmaga tudo. Afinal, tempo é dinheiro. É ouro. É o que dizem.
Em 2016, disse SIM para propostas que deveria ter recusado, o que foi preponderante para o término conturbado que ele teve. Aqui em 2017 ainda estou um pouco desanimada (o que afeta diretamente minha produção, é óbvio). Porém, já enxerguei a saída desse labirinto e ela nem é novidade. A ordem é agir. É cumprir prazos, sobretudo os meus. É levantar cedo. Mais uma batalha que não tenho medo de admitir. Muitos dias gostaria de não precisar sair da cama (muito menos de casa), só que não vou ceder a essa fraqueza. Há muito o que fazer. Vários nãos para por em prática.
Em contrapartida, o ano que passou me presenteou com algo que eu almejava desde… sempre: o contato com a espiritualidade. A tranquilidade que aprendi a cultivar me dá discernimento para entender que todo meu caminho é necessário. Antes, me desesperaria. Não que seja permitido se conformar com o que ocorre, é mais uma certeza da continuidade da luta pelos meus sonhos. Sinto que estou muito perto. Mais do que jamais estive. Vai dar certo MESMO.
Então, o que é um ano perdido quando se tem a vida pela frente? Vou fazer dela sempre a melhor enquanto eu aqui estiver. Mesmo que o tempo voe.

MAKE YOURSELF COMFORTABLE, 2017!

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