No tempo em que eu tinha foto de criança

Na verdade, não tenho muitas fotos da época de criança.
O maior motivo é que não estávamos na era dos smartphones. Hahaha. Graças a Deus.

Diferente de muitas casas ao redor da minha vizinhança, não tínhamos hábitos de lazer muito expressivos. Meu pai e eu não frequentávamos clubes, não jantávamos fora, não íamos em parquinhos… A primeira vez que vi o mar já tinha 07 anos. Sendo assim, as oportunidades de eternizar momentos através das fotografias não eram muitas.
As fotos que tenho são poucas e algumas estão espalhadas – a maioria delas – também nas casas ao redor da minha vizinhança, nos registros das festinhas de aniversário dos meus amigos de infância. Fotos de escola guardo algumas, mas sem muita organização. Em breve pretendo mudar esse panorama. Quem sabe organizar os pouco exemplares fotográficos num só lugar de fácil acesso. Digitalizar é outra opção interessante.

O choro na segunda e detonada foto é por causa do meu medo do flash. Sempre tive problema com flash, hahaha.
O choro na segunda e detonada foto é por causa do meu medo do flash. Sempre tive problema com flash, hahaha.

Lembro de ter tirado aquela foto clássica na escola. Aquela que todo mundo tirava e tinha que pagar o fotógrafo depois. A galera da 5ª série ficou surpresa com a novidade que o fotógrafo tinha trazido. A foto não seria do tipo padrão ‘emoldurada pela bandeira brasileira’ como costumava ser. O estilo seria capa de revista com acessórios que ele mesmo traria, tipo chapéu para as meninas. Fui lá. Fiz a foto sem nenhuma orientação estética e nem vaidade. É claro que o fotógrafo não tinha ninguém pra ajudar na produção. Tinha mal a câmera e um flash do tamanho do Amazonas, rs.
Na data da entrega todo mundo estava em polvorosa. Eu também. No dia do registro tinha deixado meu cabelo solto COISA QUE NÃO FAZIA NUNCA. Estava realmente ansiosa pelo resultado. Recebi o retrato das mãos do cara, paguei e me afastei do grupo para que eu fosse a primeira (talvez única) pessoa a ver a foto. Não gostei do que vi. O flash tava estourado – óbvio que eu não sabia disso naquela época – mas, me incomodou a luz excessiva. O cabelo não tinha ficado bom com o chapéu. Meu rosto era redondo demais… Um colega viu a foto, por mais que eu me esforçasse pelo contrário, e disse que eu estava ‘diferente’. Deve ter sido o cabelo mesmo.
Não tenho mais essa foto, talvez ela esteja perdida em algum lugar. Ela me faz pensar que outro motivo para a quantidade de fotos ter ficado reduzida, a medida em que eu ia crescendo e me achando menos fofa, é exatamente o fato de não me aceitar como eu era. Felizmente o jogo virou e passei a me achar bem fotogênica tempos depois. 🙌
Todo Dia da Criança é a mesma coisa. Sempre quero ver e exibir fotos antigas e me deparo sempre com as mesmas. Porém, o problema nem é esse. A maior lacuna é perceber que eu poderia ter mais recordações fotográficas daquela época. Ter vídeos. Ter risadas. Ter mais de mim criança.
Beleza que minha memória é boa, mas um estímulo visual é sempre melhor. Não acham?

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