No tempo em que eu não pedia demissão

Um tempo que já passou tem eras… Mas, esse texto aqui é necessário porque vejo um desconforto por aí em muita gente. Uma necessidade de postergar o pedido de demissão.
Não. Esse texto não é mais um daqueles que vão te incentivar a largar tudo e ir morar numa praia do nordeste vivendo das coisas que a natureza dá, apesar de eu querer fazer isso algum dia. Cada um sabe onde aperta seu calo financeiro, quais suas prioridades e quanto tempo ainda falta para chegar no limite.
Eu gosto de trabalhar. MUITO. Sou do tipo de pessoa que passa do horário. Que fica com preguiça de ir pra casa. REALLY! O ambiente de trabalho me deixa bem confortável (se for de boas é claro). Geralmente demoro um tempo razoável em cada empresa. Crio raízes e amizades. O que não crio mais é culpa.
Explico. Antigamente eu alimentava tanto a relação de amor pelo trabalho que não queria desapegar mesmo tendo chegado a hora. Me sentia culpada por deixar a empresa. Pensava (… poxa, mas fui tão acolhida. Tão ajudada e etc…) O tempo da culpa acabou. A vida é feita de ciclos, principalmente no âmbito profissional.
Não é que eu vire as costas pras minhas experiências anteriores e saia sem nem dizer tchau. Longe disso. Meu modus operandi é na verdade o oposto. Faço o desligamento da forma mais natural possível. Respeitando o tempo de todos os envolvidos. Exceto numa situação extrema. Aí eu chuto o balde. Tipo a Dalva.

VEJA CENA COMPLETA CLICANDO NESSE LINK POIS A GLOBO NÃO DEIXA A GENTE INSERIR VÍDEO NOS NOSSOS POSTS. SÓ NOS SITES OFICIAIS DELA MESMO, rs.

Me senti representada pela personagem nessas cenas da novela Velho Chico. Não que eu tenha vivido algo muito igual a essa situação. Nunca. Mas, numa proporção diferente, acho que a opressão no trabalho, o assédio moral por vezes mascarado e vez por outra o machismo, já me preencheram com essa veemência apresentada pela Dalva.
Acho libertador. Penso que é preciso se desprender das amarras quando chegar num nível assim ou até anterior a esse. Como eu já disse, cada um sabe seus limites.
Na continuidade do capítulo, a personagem ficou temerosa em relação ao futuro. A gente sempre fica. Como vai ser o depois? Esse questionamento é natural e faz parte do nosso instinto de sobrevivência.
Só que tem sempre outro caminho. SEMPRE! Descobri-lo é bem mais legal do que se manter numa situação desconfortável que cedo ou tarde vai te adoecer.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s