No tempo em que eu era de Pedro II

Alguns lugares capturam a gente. Tenho histórias com dois ou três. Mas, Pedro II (no interior do estado do Piauí) me puxa mais a cada festival que passa.

Quando fui a primeira vez naquela cidade tinha Vanessa da Mata. Fiquei numa casa animada com muita galera. Caí da rede de madrugada, bebi pacas, peguei chuva e me perdi num olhar.
Fiquei tão perdida que não consegui agir. Não falei, não ri, não esbocei reação apesar de todas as oportunidades. Voltei pra Teresina arrependida de nada ter feito. Que coisa! E eu conhecia aquele olhar de outras viagens. Estar no mesmo local, puta coincidência providencial. Totalmente desperdiçada por mim. Tinha certeza disso na época.
Recorri ao Facebook. Adicionei, mandei mensagem e nada. Aí a “culpa” já não era mais minha. Até que o acaso nos juntou numa festa e cataploft. Rolou química. Física-quântica, eu diria. Foi atômico!
Anos depois voltei pro mesmo festival. Não tinha Vanessa, mas tinha Jorge Ben. Não tinha lugar pra ficar. Tinha aventura. Não tinha galera, mas teve amigos do peito mesmo. E rolou um sorriso. Completamente despretensioso que me quebrou, ó. Fiquei paralisada novamente. Dessa vez era via de mão dupla, né!? Era pra ser. Não foi. Voltei pra Teresina arrependida de novo e lembrando que quando decidi abordar já não o encontrei mais. Santo atraso!
Stalkeei Facebook, Instagram e a puta que pariu pra nada encontrar. Alguém tão na vibe “arte, cultura e lazer” não tinha presença digital. Merda! Mas, num é que o acaso, esse lindo, resolveu agir… Nos encontramos de novo, e de novo, e de novo. Eita, Pedro II que rende, não é mesmo!?
Esse ano já pisei duas vezes naquelas terras. A primeira foi só uma parada para recarregar energias. Sem festival, mas com pessoas maravilhosas. Hospitalidade daquelas que emocionam. Teve escorpião, tour pela cidade, cards against humanity e conversas na madrugada. Teve farra gastronômica, fotos na praça e até visita na igreja matriz. Voltamos com laços mais firmes e com a ideia fixa de logo voltar.
Semana passada retornei mais uma vez. Teve casa, galera massa, trabalho, passeio, trilha sonora 24h por dia e muita gente linda. Comunidade alternativa que se afinou de prima. Todos loucos, todos felizes. Melhores vibes. Dessa vez, não teve olhar, nem sorriso, nem dreads, nem arrependimento de volta pra Teresina. Teve crescimento profissional e pessoal também. Teve uma senhora experiência. Teve coletiva de Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, show da Gal ❤ show do Paralamas ❤ <3.

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Na bagagem de volta, um vazio. Esqueci uma rede por lá. 😀 Nos meus pensamentos, muita satisfação e o play ininterrupto de um EP que não sai mais da minha playlist:

Toda viagem tem um saldo mega positivo. Planejando mais investimentos nessa área.

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