No tempo em que eu comprava roupa de Natal e Ano Novo

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Tenho visto diversas vitrines lindas como é comum nesta época do ano. Muita coisa bonita, muita coisa que ficaria bem legal em mim.
Em outras épocas eu estaria em polvorosa pensando em como fazer para comprar o figurino perfeito para essas duas ocasiões que são muito importantes no meu calendário de eventos. Tem uns cinco anos, sei lá, que mudei completamente minha relação com as festas.
Antigamente eu era a louca do consumo. Não que eu tenha mudado totalmente, ainda gosto bastante de gastar meu dinheiro com roupas para ocasiões especiais. A diferença é que essa preocupação deixou de ser o centro de tudo. Sim, um dia ela já foi extremamente importante. Não posso negar.
Quando criança ficava maravilhada na casa da minha vizinha da frente quando a mãe dela chegava com as compras de fim de ano. Todos ganhavam sapato e roupa nova. Eu pensava: ‘um dia serei eu a comprar essas coisas pra mim e pra minha família.’ E comprei. Comprei até demais.
Para se ter uma ideia da compulsão motivada pelas festas, mesmo que eu tivesse comprado uma peça nova em novembro, comprava outra em dezembro sem culpa nenhuma. Sustentava que tinha que ser tudo novo pra usar no Natal e no Reveillon. Até mesmo as roupas de baixo. Tudo novo.
Quanta besteira. Quantas vezes fiz compras desmedidas que poderiam ter sido evitadas. Quanta vaidade. Logo eu que sempre me vangloriei de não tê-la em excesso.
O fato é que a gente evolui. Graças a Deus. Falta menos de uma semana para o Natal e eu não estou enlouquecida para comprar nada. Comprei uma nova peça em novembro que provavelmente nem vou usar. Pras ocasiões festivas vou escolher algo já existente no meu guarda-roupa. É só roupa – já diria um velho amigo.
Me dei conta disso nessa perspectiva depois de ouvir uma palestra no TEDxCajuinaSt que aconteceu em Teresina há poucas semanas. O palestrante Marcelo Lima contou no palco sobre sua experiência com as crianças na época do natal. Ele distribui brinquedos e roupas para comunidades carentes todo ano. No meio da sua fala, algo me chamou bastante atenção:

___ Essas crianças quando vão receber a gente colocam a melhor roupa. Se você reparar nas vestimentas delas vai perceber que são todas bem simples. Mas, isso é o que elas têm de melhor.

Desde aquele dia não parei de pensar. Qual o meu melhor? É a roupa mesmo que quero exibir no Natal e Ano Novo? Ou uma nova atitude diante da vida?
Essa reflexão deve estar se desenhando na minha cabeça faz tempo. Me sinto bem melhor agora que entendi a insignificância de um pedaço novo de tecido diante de todas as coisas boas que eu posso continuar fazendo vestida com o que já tenho em casa.
Não me importo nem um pouco de parecer/ser piegas. Acho que essas palavras podem servir para alguém, assim como as do Marcelo se encaixaram na minha vivência.
Então, se você também dá muita importância pra roupa, presente, balada, bebida e acha que só com tudo combinado da maneira mais cara é que o fim de ano é bom, REPENSE. Você pode se surpreender se gastar menos ou até mesmo se não gastar nada.

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