No tempo em que eu não fazia workshops

wsp

Desde criança mesmo eu já cultivava uma veia docente.
Teve um episódio que eu não me orgulho em contar, mas que ilustra bem essa minha paixão – às vezes enrustida – de estar numa sala de aula, nem que seja de improviso, nem que seja conversando informalmente. Vou contar pra vocês.

Numa tarde qualquer dos anos 90 eu estava bastante entediada enquanto observava minha prima Joziane se arrumar pra escola.
A ideia veio e eu propus com a autoridade que só primas mais velhas têm:

___ Vamos brincar de escolinha? E claro que a professora seria eu, né.
___ Tô indo pra escola agora, disse ela.
___ É só não ir. Tu vai com o Leleo (colega de classe dela e nosso vizinho) e para antes da escola. Espera todo mundo entrar e depois vem embora e diz que não teve aula.
___ Tá bom, topou ela com toda a ingenuidade e vontade de agradar que só as primas mais novas têm.

Foi bem arriscado o plano, mas deu certo. Os pais deles nem desconfiaram e passamos a tarde toda no meu quintal sob a sombra da laranjeira brincando de estudar. Mas, na verdade o que aconteceu ali foi que a gente aprendeu de verdade. Eu pelo menos aprendi que educação era legal e podia ser divertido, apesar da ilegalidade envolvida nos meus atos daquele dia.
O tempo passou e eu sofri calado… NÃO, MENTIRA. HAHAHA! O tempo passou e eu me graduei em licenciatura. Olha que louca a vida!
Quando fui dar aula de verdade percebi que não era tão divertido, pois a profissão de professor não era valorizada de jeito nenhum por essas bandas brasileiras. Ainda lutei por uns seis anos, aproximadamente. Daí fui pra comunicação.
Só que mudar de área não me fez esquecer essa historinha do quintal lá de casa, muito menos das boas experiências com alunos queridos que fui reencontrando nos caminhos da vida e nas redes sociais. Eu continuava com a ideia fixa de dar aula. Só que a meta agora era o ensino superior.
O lance das redes sociais, essa minha paixão desenfreada pelo assunto e a prática dentro das agências, fez surgir o primeiro convite pra dar aula/bater papo informalmente sobre comportamento e uso das redes na vida e no trabalho.

Bem nesse momento já rolou uma vibe QUERO fazer isso sempre. No ano seguinte fui pra pós de Marketing Digital e pimba! Era isso meus jovens. Falar de comunicação em sala de aula. É isso que eu quero num futuro cada vez mais próximo.
Com muita alegria recebi o convite do amigo Luís Eduardo (que conheci na pós) para conversar com a equipe digital que ele coordena na agência AddPress de São Luís.  Preparei o material em meio a muita correria de mudança de emprego e tretas da vida pessoal. Sentei no ônibus a caminho da cidade e abri o notebook para dar os retoques finais na apresentação. Fiquei calma. Eu nunca fico calma em viagens. Nessa fiquei. Acho que o trabalho me acalma. Olha que louca a vida!²
Mais alegria ainda ao pisar na ilha do amor. Gostei muito de tudo. A agência então, nem se fala. Um povo muito massa, já fui criando identificações. Durante a minha apresentação bateu aquele nervoso natural que faz parte da onda. Se não tivesse não era tesão. Tudo foi fluindo lindamente e no final me senti bem mais a vontade, apesar da minha auto crítica elencar simultaneamente os erros que eu estava cometendo e que poderiam ter sido evitados. Tem nada não. Nas próximas vezes eles serão corrigidos.

Foi ruim? FOI ÓTIMUUUUOOOOON!

Deu um gás na vida. Um super gás na auto confiança principalmente. Quem me segue no snap (susyolv, by the way) viu umas palavras sobre isso postadas por lá. Sobre como é importante a gente acreditar que outras pessoas acreditam na gente. Acreditando nisso, todo o resto passa a fazer sentido, people. Com a confiança restaurada – em nome de Jesus – a gente consegue realizar aquilo que se propõe. Hoje posso dizer que consegui. Amanhã quero e vou continuar dizendo isso.

#SocialMedia #Marketing Olha que massa a galera curtindo o workshop sobre Webwritting da @susyoliveira ❤️‍❤️‍

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#SocialMedia #Marketing depois do Workshop, coffee break 😍 😍 😍

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2 comentários em “No tempo em que eu não fazia workshops

  1. Susy amiga, que slides fofoletes! Acho muito mara tudo isso, ver a pessoa crescendo como profissional e ser humano também, construindo um patrimônio imaterial e atemporal de conhecimento, autoestima e relacionamentos. Mas não dá pra esperar nada diferente de você Su. Tu arrasa viada! 😉

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