No tempo em que eu blogava sozinha

Escrever é uma atividade solitária? Na maioria das vezes, sim.
É um processo entre o que você aprecia do mundo, o que pensa a partir daquilo e a maneira que entrega sua percepção de tudo.
Bem cedo comecei a me aventurar nesses caminhos e durante muito tempo não encontrei par pra partilhar experiências. Antes de descobrir os blogs (tipo na pré-história) eu escrevia no papel mesmo. Como todo mundo.
Na universidade que eu estudava tinha um grupo de poetas bastante unido e eu atrás deles pra tentar me enturmar. Não consegui. Naquela época estava longe da desenvoltura que tenho hoje. E olha que atualmente ainda nem sou um modelo de interação. Nesse momento eu percebi que minha escrita era mais fraca sozinha. Pertencer a um grupo com os mesmos hábitos e aspirações passou a ser via de regra, apesar do fracasso inicial.
Neste mesmo período, os blogs entraram na minha vida através de uma colega de classe: a Anna Paula. Ela já escrevia na internet. Fazia parte de uma comunidade de blogueiros do Brasil inteiro que escreviam sobre futebol. Foi com a ajuda dela que criei o meu primeiro bloguinho da vida e que se chamava susywrites. Lembro bem do brainstorm que fiz – sem saber que brainstorm tinha esse nome – anotando diversos nomes em uma página do meu fichário do Ursinho Pooh e escolhendo esse que tinha tudo a ver comigo.
Fui me enturmando com a rede da minha amiga e minha lista de blogs amigos ficou lotada de espaços temáticos dos times brasileiros. Era flamenguista, gremista, são paulino (que nem eu) e até torcedor do vitória da Bahia eu passei a seguir, interagir e divulgar a minha página. Eu tava dentro de um grupo. o/ Saí fora quando me dei conta que estava forçando a barra.
O susywrites era o único (ou um dos poucos) que tratava de assuntos corriqueiros, sobretudo, entretenimento e firulas da minha vidinha de universitária.  Tinha sido legal receber os comentários e as visitas, mas eu sentia que necessitava de um grupo de blogueiros que tivesse mais afinidade com aquilo que eu escrevia. Não encontrei. Acabou o primeiro bloguinho, fiz outro e só no terceiro é que fui me unir a outra comunidade que tinha apenas quatro membros. Nada formal e obrigatório, porém sempre líamos os posts uns dos outros. Tinha o do Airlon, o do Jairo, o da Luana e o meu. Numa época uma galera da minha sala se reuniu e fez um blog coletivo. Ficou bem legal.
Depois de um tempo, esfriamos e paramos de escrever. Ainda nem tinha registro – pelo menos não pra mim – de que blogar poderia se tornar uma atividade profissional. Mesmo sem ter me dado conta disso, eu deveria ter insistido na atualização e continuidade da produção. Teria encontrado novos amigos, novas redes e oportunidades, talvez pudesse ter rumado para outro ponto na minha carreira. Entretanto, não ficarei aqui nessa conjuração de e “se”.
Este blog que você lê nasceu em 2011. Ano em que eu estava me sentindo sozinha pacas. Blogar parecia fora de moda. Eu e minha percepção deturpada de algumas coisas. Mesmo assim recomecei. Resolvi dar esse nome depois de uma nota que escrevi no Facebook. Tive um estalo e em poucas horas já tinha conteúdo postado e compartilhado. Continuei solitária nessa atividade. De vez em quando aparecia um post aqui e outro acolá de amigos e/ou conhecidos. Mas, nunca um convite tão bárbaro quanto o que eu recebi neste 2015.
Eu já estava percebendo uma movimentação interessante de uma amiga no compartilhamento de links de outros blogs. Semanalmente, ou quando dava, a Arlinda fazia comentários dos textos que os amigos dela estavam escrevendo em seus respectivos cantinhos. Claro que eu clicava automaticamente pra conhecer e conferir se ela tava falando a verdade mesmo quando tecia elogios ao trabalho deles ou era só rasgação de seda. E era verdade verdadeira. Gostei muito das coisas que eles estavam discutindo. Parecia demais com minhas inquietações. Com minhas reflexões de teclado.
Um belo dia compartilhei um link daqui e a Arlinda curtiu. Chamou a Lanussa pra ver e ela também curtiu. Minutos depois o convite já estava sendo realizado e não demorou muito pra eu ser adicionada no grupo de whatsapp “Blogs sobre a vida”. Ao entrar, a empolgação aumentou 200%. Entrei numa espiral criativa e passei a postar duas vezes por semana. Uma das funções do grupo, além de nos aproximar e entreter, é realizar discussões de pauta, na qual definimos que assunto será debatido naquela semana. A partir daí, todos nós colocamos nosso ponto de vista a cerca do tema proposto. Isso é lindo, cara! União da boa. Do jeito que eu tinha sonhado lá atrás.
Sem mais delongas, vou cumprir logo o objetivo desse post e apresentar essa galera massa pra vocês.

“Sou formada em Jornalismo e Relações Públicas pela Uespi, apaixonada por internet e viciada em blogs. Criei o meu em 2008 para ser meu diário virtual e acumular textos não jornalísticos que vez ou outra eu escrevia. Depois que me tornei mãe, o abandonei por falta de tempo, mas agora decidi trazer ele de volta à vida, novamente com o propósito que sempre teve: guardar meus desabafos”.

O blog da Arlinda é o Arlinda Monteiro e lá você encontra textos sobre amor, amizade,sofrência… Coisas presentes em muitos relacionamentos e também fora deles.


“Primeiramente, sou menina e canceriana. Segundamente, isso me causa sérios problemas. Vejo tudo de uma forma particular. Às vezes, chego à conclusão de que sou meio maluca. Outras vezes a minha conclusão é: “e quem não é?
O blog Do Lado de Lah veio na minha fase realmente madura. Hoje, mais do que tudo, é uma forma de libertação das minhas ideias e pensamentos, escritos sem a preocupação de agradar ou desagradar a este ou aquele. Ele é um território só meu. Quem não gostar, vai ler gibi da Turma da Mônica.”


Lucas Marreiros tem 26 anos e é graduando de Jornalismo. Ele começou a escrever na adolescência. Em 2009 criou um blog para compartilhar seus textos. O blog Lucas Marreiros aborda várias temáticas que dizem respeito ao nosso cotidiano, mas também dá espaço para ficção, cinema, fotografia e até roteiros turísticos.


Manoel Filho, 32 anos, divorciado, pai da Maria Angélica (10 anos), técnico em informática e blogueiro. Apaixonado por tecnologia, mar, Deus, natureza, jornalismo e ajudar as pessoas. Não necessariamente nesta ordem. Sonha ver uma sociedade mais justa, menos hipócrita e mais inteligente. Sonha ainda em conhecer Israel e ter uma casinha na praia. Mas se for uma casona, com picina e tudo mais, não tem problema. Autodidata, aprendeu a dirigir e a pilotar moto sozinho. E foi sozinho que ele aprendeu o basico da programação HTML, cozinhar, consertar computador, celular, televisão, ventilador, entre outras coisas. Já foi rico (o pai era empresário e chegou a possuir 3 lojas de tecido, móveis e eletrodomésticos). Também já foi vendedor de vale-transporte, de picolé, cobrador de lotação, camelô, frentista de posto de combustíveis, faturista, consultor de informática e atualmente trabalha como supervisor de licitações em uma distribuidora de medicamentos. Ah, sonha em montar seu próprio empreendimento onde pretende unir tecnologia e gastronomia. Criou o blog 100 eira nem beira em 2007, logo depois de uma separação complicada. Usava o espaço para escrever sobre a vida, expondo sua opinião sobre os mais diversos assuntos. Adicionou muito humor e isso tornou um dos assuntos mais buscados no blog. Não suporta ver a desatenção nas publicações em portais de informação porque preza pela qualidade e não pela pontualidade (quem postou primeiro). Por conta de uma vida corrida e por não ter renda com o blog, acabou deixando o mesmo um pouco de lado, mas nunca perdeu a vontade de continuar e fazer o blog cada vez melhor e mais conhecido. Graças ao 100 Eira nem Beira, hoje ele é amigo de Lanussa, ArLinda, Susyanne, Lucas Marreiros e muitas outras pessoas legais. Já plantou uma árvore, já tem uma filha, só falta escrever um livro para se tornar um homem completo. Kkkkk

O QUE FAREMOS COM ESSA UNIÃO?

A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pink. Tentar dominar o mundo!
A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pink, tentar dominar o mundo!

Brincadeira, gente. Hahahahahaha!
Mas, com o conteúdo que esse povo possui não me surpreenderia se isso viesse a acontecer.
Na verdade, um grupo de blogueiros/escritores serve e existe para se fortalecer.
A nossa amizade vai render ainda um bilhão de posts. E de comentários. E de shares. Se Deus quiser.

Anúncios

6 comentários em “No tempo em que eu blogava sozinha

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s