No tempo em que eu viajava pra Jeri

Domingo passado a essa hora eu estava voltando de Jericoacoara, um pedacinho do litoral cearense que eu já aprendi a amar.
Daí você pode achar como é incrível essa capacidade que eu tenho de ir conseguindo amar tão facilmente coisas, pessoas e lugares. E eu posso dizer em minha defesa que Jeri é amável, apaixonante e vicia. No ônibus de volta planejei a minha terceira volta. Quando cheguei naquele lugar pela primeira vez eu estava doente. Obesa, com medo de muitas coisas e apesar de tudo isso consegui ser bem feliz junto com a galera massa que acampou no quintal de uma pousada.
Foi uma experiência magnífica. Imagina aí… Eu acordava, abria a barraca e dava de cara com isso:

praia

Dá pra ter uma leve noção do que foi. Apesar da foto ter sido tirada de celular, da timidez do sol e dos meus filtros photoshopados.
Com isso tudo na minha frente todo dia de manhã, tive tempo e inspiração suficiente pra pensar na vida e nessas coisas todas que a gente reflete depois que passa dos 25.
Me diverti pra caramba. Cantei com a galera de madrugada na praia do nosso quintal , tomei caipirinha até 4 da manhã na praia principal, visitei as lagoas… Sem falar na zoeira de viajar de carro e parar em cidades legais como Viçosa, por exemplo.
Decidi naqueles dias que iria voltar a Jeri. É o tipo de lugar que merece visita anual. Ou de dois em dois anos. Meu bolso já definiu. 😀

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Essa primeira galeria tem o oferecimento dos amigos Alysson Dinis, Guilherme Muniz e Igor Escórcio que compartilharam imagens lindas e com muito significado.

Então, calhou que voltei. Dessa vez só foram dois dias, um dia e meio na verdade, que me devolveram praquelas areias, dunas, ondas e pensamentos profundos.
Carregava em mim já outros medos. Outras questões. Resolvi me desligar deles. Curti cada minuto da viagem. Apesar do cansaço que foi compensado com diversos cochilos, inclusive em frente ao mar.
Uma das coisas mais importantes foi me libertar. Pela primeira vez não fiquei me comparando, me punindo ou repreendendo por não ser assim ou assada. Apenas curti. Foda-se o padrão. Foda-se a moda do verão. Foda-se que eu não sei nadar. Entrei mesmo no mar e deixei ele me levar. Dentro dos meus limites, é claro. Em águas mais calmas, é importante ressaltar.
Aproveitei a noite também. A galera dessa segunda excursão não queria saber de descanso não. Balada já! Tanto que perdi o primeiro bar por motivos de sono de beleza. Quando acordei fomos conhecer um lugar sensa: o Boteco do Avalon. Comida gostosa, bem apresentada, no preço e atendimento bem legal. Amigos que ainda não visitaram Jeri, não deixem de dar uma passadinha lá. O camarão no abacaxi é uma coisa linda de Deus. Fica ali na rua principal. Não tem erro.


Depois de algumas cervejas, caipirinha e luta de UFC, voltei pro hotel. Acordei bem cedo, no intuito de aproveitar a praia. E o fiz. Mais uma vez saí da cidade com leveza. Credito muito disso ao balanço terno das ondas. Ao vento sábio do mar.

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“Quem sabe eu não volte ainda esse ano?”
Foi esse pensamento que me animou na longa viagem de volta.
Viajar é bom demais. Viajar pra Jeri é trajeto que todo mundo deveria fazer. Nem que fosse uma única vez na vida.
Eu já tô no lucro. ❤

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