No tempo em que eu não amava

No ensino médio eu costumava encher folhas e folhas de corações enquanto escutava os professores falavam. A ideia era não deixar nenhum espaço em branco.
No ensino médio eu costumava encher folhas e folhas de corações enquanto os professores falavam. A ideia era não deixar nenhum espaço em branco.

Ontem me disseram que eu sou uma pessoa puro amor. Não utilizaram exatamente essas palavras, mas a mensagem tinha esse significado. Já me chamaram de fofa uma vez. E pra mim é um misto de familiaridade com espanto. Olhando mais de perto não sou lá das pessoas mais carinhosas que você possa conhecer.
Tô trabalhando isso. Aprendendo a demonstrar com ações aquilo que eu sinto tão bem quanto consigo traduzir em palavras.
Tanto retraimento pode não combinar com essa criatura que vive fazendo coraçãozinho com as mãos. Faço tanto isso que até enjoo às vezes. Me pego esbravejando: ___ Para, que já deu!
A verdade é que gosto muito das coisas fofas, de gatos, de corações, de toda sorte de fofolices.
Deve ser porque existe muito amor latente em mim. Amor que fica estocado por falta de receptor ou de incompetência afetiva minha.
Não me entendam mal. No dia a dia tento espalhar amor. Acerto. Erro. Vou amando.
Acho que falta uma regularidade. Uma normalidade em comparação com o geral. Não que eu vá iniciar aqui uma discussão sobre o que é ser normal.
O fato é que por razões que não vem ao post (seriam necessários muitos deles) não sou bem sucedida no quesito relacionamentos amorosos. E não pense que é o convencional chifrei-fui chifrado-acabou.É bem mais complicado do que isso. Meus confidentes que o digam…
Enfim. Quando o assunto é o resto da vida eu organizo de boas. Apesar de não ser muito fã de excel e similares, mantenho planilhas permanentes no cérebro que deixam tudo nos conformes. O lance da vida acadêmica, por exemplo, até agora só tem destaques em verde (é a cor do tá ok).
Sei que o amor não tem nada a ver com planilhas. Sei tanto que nunca parei pra planejar como seria quando eu quisesse seguir em frente de verdade com alguém. E nem teria dado certo. Como não deu de qualquer maneira.
Obsessiva compulsiva por controle como sou, fico louca. Quero colocar o verde nessa porra.
Só que no amor – até onde eu sei – a cor é o vermelho. Até gosto muito de nuances encarnadas. Minhas unhas dos pés e a boca estão aí para não me deixar mentir. Sem dúvida que preciso avermelhar sobremaneira o meu viver.
Para 2015 o plano é abrir ainda mais o coração. E o sorriso. E as possibilidades de conhecer gente nova. Ou de reconhecer gente antiga. E principalmente de me conhecer e de me estabelecer como amada/amante.
Aqui o que não falta é amor pra dar, nego.

Anúncios

2 comentários em “No tempo em que eu não amava

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s