No tempo em que eu não tinha trinta

Eu aos 25.
Eu aos 25.

Poxa que coxa, hein!
Hoje chego a marca das três décadas de vida.
Quando olho em volta, e principalmente para trás, tenho a sensação de que isso significa um tempão e de que estou ficando velha, ó.
Ao tempo em que percebo que muita coisa ainda PRECISA ser feita. E que eu ainda nem comecei.

Tentei encontrar uma cena do filme Jack (1996) que você com certeza já deve ter visto na Sessão da Tarde ou algo assim. Queria mostrar um trecho que traz Jack dialogando com seu melhor amigo Louie sobre envelhecer.
Quem não ligou o título ao filme, Jack foi estrelado pelo Robin Williams [que nos deixou recentemente] e conta a história um garoto que nasceu com uma rara doença genética. O metabolismo do menino é 4 vezes mais acelerado que um ser humano normal, e seu corpo, envelhece 4 anos a cada ano vivido. A vida cotidiana de Jack é mostrada, ainda criança mas já com a aparência de um homem de mais de 40 anos, com todos os problemas decorrentes da sua doença.
No papo dos dois que eu nunca consegui esquecer, o Louie falava pro Jack sobre a relação de sua mãe completamente VID4 L0k4 com a idade. Infelizmente não encontrei o vídeo.  Segue a fala:

___  A minha mãe disse que depois do 20 é só ladeira abaixo.

Agora me pergunta se eu lembro o que veio antes e depois dessa cena? Não.
Do filme inteiro, a parte que nunca esqueci foi justamente essa. E que a mãe do garoto é do tipo Curtindo a Vida adoidado.
É sintomático.

A passagem de tempo é algo que intriga a todos. Eu sempre levantei a bandeira de que a idade é uma mera questão numérica. O que indica se você é jovem, ou não, são justamente suas atitudes diante da vida.
Mas, pera aí… E esses cabelos brancos brotando na minha cabeça são o quê? Hahahahahahahahaha!
Não vou negar que o meu fio tênue de vaidade tem me botado preocupada nos últimos 5 anos, vamos dizer assim.
São coisas que vão aparecendo devagar e quando se dá conta a pele PRECISA  de hidratação e não dá pra adiar.
Já fiz post aqui somente sobre o tema beleza. De tanto que os pensamentos vem mudando na minha cabecinha.
Enfim… Continuo achando que a juventude independe do RG. E sim, vou colorir os cabelos no próximo mês. Mas, só por que estou com vontade de fazer isso. Um dia, hei de ter vontade de exibir os brancos. É questão de fase.
Só que além desse lance estético vem outra coisa bem maior chamada amadurecimento. Bateu forte aqui.

desvistas

Dá uns clarões na mente, véi.
Nunca precisou de narcóticos. A vida é uma puta viagem. Controle zero. Isso me deixa doida. Todo dia, toda hora. Sou do tipo mandona. E a vida não obedece ninguém.
O lance do ladeira abaixo acho que faz sentido. Só que procuro não pensar obsessivamente nisso.
Tem muita estrada no caminho dessa ladeira. E vou descer me divertindo que eu não sou nem obrigada.
Espero continuar produzindo sempre. Exercitar a criatividade como faço hoje em dia.
Se por ventura eu parar, aí sim. Podem começar a se preocupar.

Happy Birthday to me!

Thirty years and my life is still…

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2 comentários em “No tempo em que eu não tinha trinta

  1. Parabéns Susy!!! Vou dizer aqui só pra deixar bem redundante. Mas sei que você sabe disso: Te AMOOOO, tá?! 😉 E o que desejo pra você? Sempre desejo cada vez mais sabedoria, discernimento, criatividade, sucesso, saúde, felicidade e um senhor boymagia, porque merecemos né … rsrsrsr Bjão nega! I love you so much ❤

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