No tempo em que eu ficava emburrada

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Uma amiga me disse certa vez que eu parecia estar sempre com raiva de alguma coisa por causa do meu semblante sisudo.
De lá pra cá venho tentando sorrir com mais frequência e exercitar minha simpatia.
Pelo visto não tem funcionado como eu esperava.

Insights acontecem na vida com menos regularidade do que a gente gostaria. Eu tive um bem útil recentemente.
Percebi que estava fazendo uma coisa MUITO mais muito errada mesmo: ignorando pessoas para resolver problemas. Explico.
Não sei onde e quando ouvi que o desprezo em certa medida faz com que as pessoas revejam seus pontos de vista e caiam na real. Isso entrou de tal forma na minha cabeça que eu passei a adotar o método quase que automaticamente.

Emburrada[1]
Daí no dia que tive o tal insight, me dei conta de quantas pessoas eu estava eliminando do meu convívio pra tentar dar uma lição nelas.

Agora eu pergunto: Qual a lógica disso?
Agora eu respondo: NENHUMA.

Afastar as pessoas em função da discordância em algum ponto não vai resolver o conflito. O máximo que você vai conseguir é não se incomodar com o problema.
Ou pior, se incomodar ainda mais porque ele não se resolve sozinho e sem diálogo as pessoas não chegam a um denominador comum.
Fugir não é a solução. Parece fala de filme dramático, mas é a mais pura verdade.
Se você tem um problema com alguém que precisa estar na sua vida [seja por que você ama essa pessoa ou seja por outra razão de força maior], o lance é colocar as cartas na mesa.
O mais engraçado é que eu vivo espalhando esta última frase desde que eu me entendo por gente no mundo dos papos-entre-amigos-para-pedir-conselhos. Irônico que eu mesma não pratique o que sempre disse.

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Enfim…
Diante disso resolvi correr atrás do prejuízo. Resumindo a ópera, tô tentando ser uma pessoa melhor.
Voltei a falar com quem não falava, pedi desculpa pra quem eu devia. Comecei buscar um caminho de tranquilidade. E de menos egoísmo também. E principalmente de menos prepotência. Não é o fato da pessoa ter apreço pela minha companhia que vai fazer com que ela pare e pense: AI MEU DEUS ELA ESTÁ ME IGNORANDO, VOU MORRER!
Não é bem assim. Não mesmo.
Quero crescer junto agora. As pessoas de lá e eu de cá.
Vai doer? Certamente. Mas, eu aprendi que a distância amplifica brutalmente essa dor.

Sigamos em frente, então. Sem mais exclusões.

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2 comentários em “No tempo em que eu ficava emburrada

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