No tempo em que eu me apaixonava

notempo

Comecei a escrever este post há mais de um ano e parei no título.

Pense numa reflexão longa sobre o tema!
Depois de mais de 365 dias ainda me faltam palavras para dissertar a respeito das minhas paixões.
A dificuldade reside no fato de eu nem lembrar mais como é se apaixonar. Como eu me apaixonei?

Antigamente eu tinha mais facilidade de me encantar com as pessoas, de corresponder um olhar, de ser acessível para as coisas do coração. Não sei o quê que aconteceu no meio do caminho que me fez desaprender tudinho.
O que eu consigo lembrar é que era uma sensação muito boa. Um preenchimento de alma, uma alegria antes desconhecida que aparecia numa bicicleta em alta velocidade.
Já me disseram que vazio se preenche com fé. Mas, tô falando de outro vazio. Uma carência carnal e sentimental que está longe das doutrinas religiosas. Que só tem vez mesmo nas cabeças e corpos pecadores como o meu.

bikeheart
Me apaixonei uma vez [uma das poucas] por um cara que me cozinhou uns 2 anos até me dar uma chance*. Quando finalmente ficamos juntos foi esquisito. Acho que eu já tinha desapaixonado, talvez. Eu acariciava uma cicatriz que ele tinha rente a raiz dos cabelos e pensava como aquilo parecia tão familiar pra mim. Tão meu. E ao mesmo tempo como era estranho eu estar ali e ter aquela oportunidade de apaixonar alguém.
No fim [que não demorou muito] ele se foi. Eu não senti dor. Sério. Não tinha apego. Era o tal do desapaixonar acontecendo. Tão naturalmente que fiquei surpresa com o meu desapego instantâneo. Logo eu que sempre fui dada a derramamentos de carinho e exageros românticos.
Depois dali não aconteceu mais. Não surgiu outro.

*Mamãe sempre diz que eu é que tenho que dar chance aos caras. Já ouvi isso de outros caras inclusive. Só que a chance de eu dar chance não está querendo aparecer. Or am I blind? I suppose I am.

O mais perto que tenho ficado da palavra paixão é quando escuto histórias de outras paixões. Ou quando vejo filmes de paixões fictícias. Ou quando imagino.
Deve ter um caminho pra quem não se apaixona. Sempre há um caminho nesse mundo que de tão grande e lotado me parece tão pequeno e vazio. Todos já carregam seus pares pelo braço.
Então deixa eu caminhar sozinha com meus passos longos e minha playlist de uma música só.

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