No tempo em que eu desabafava com os amigos

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Sábado foi o Dia do amigo.
Eu deveria ter escrito naquele dia, mas, por várias razões a postagem não aconteceu.
Pensei com meu coração em todos os meus amigos em algum momento. Quando minha cabeça não estava ocupada orquestrando a minha nova saída pela tangente dos problemas que a vida me traz.
Todos nós temos que fazer isso. É como um teste diário de resistência emocional que enfia o dedo na sua cara e te desafia a ser indiferente.
E você falha. Como o bom ser humano que é, não pode evitar cometer falhas.
“Its no right, but it is ok…” você se mantém focado no positivo. Mesmo quando a negatividade está te subindo pela garganta e te obriga a levantar o rosto para que as lágrimas não caiam.
Nessa hora sempre tem um amigo que te apoia. Que diz como você é extraordinário e especial num mundo com 7 bilhões de pessoas.
Bullshit. Você não é especial. É apenas ordinário.
ACORDA! São 7 bilhões de pessoas e todas elas têm amigos que dizem a elas a mesma coisa. Nem todo mundo é especial. É o que eu penso. Existe a mediocridade. Em algum ponto ela sempre existe. game
Coloque de lado o pensamento religioso que diz “Todos nós somos especiais aos olhos de Deus” e caia na real. Aqui no meio da selva é apenas você com seus defeitos e fraquezas na hora da luta. Mesmo que Deus te ame. E não me levem a mal. Acho que ele me ama também.
E o que todo o mimimi tem a ver com “azamizades”? Tudo.
A minha, a sua, a nossa fraqueza diária necessita [grita, sometimes] por um ombro amigo, por um ouvido amigo, que seja.
Não estou dizendo que não tenho. Só que… sinceramente já cansei de inundá-los com a mesmice toda sobre mim. É um fato.
Eles já esgotaram a cota de conselhos e eu já estou repetindo umas 10 vezes a contra-argumentação. Não é justo.
Deveria ter um texto pronto que você apenas exibisse, em vez de todas as vezes ter que reconstruir tudo do zero.
Então me pergunte. “E os amigos novos? Poderia funcionar se você encontrasse novas pessoas com as quais pudesse desabafar.”
Concordo. Funcionaria nas primeiras 72 horas. Depois eu voltaria a estaca zero novamente.
Sim. Estou cansada mesmo. De verdade.
E apesar de estar assim, não procurei nenhum amigo para desabafar inutilmente e procurar soluções óbvias que todos nós já conhecemos.
Fiz uma imersão nas temporadas atrasadas de Grey’s Anatomy para perceber que a minha vida está longe de ser miserável. Só pra ter certeza.
Acho que a ficção é a única coisa com potencial para me salvar.
Para me salvar de mim mesma.

E, amigos… Feliz dia, by the way.

myperson

Susyanne

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