No tempo em que eu era piadista

Vixe!Teve uma época em que eu era o terror do bá-dum-tss.

O auge deve ter sido entre a 3ª e a 5ª série. Período dourado quando eu ainda não tinha desenvolvido minhas tendências depressivas.
O meu principal público: as amigas da escola.
O nosso passatempo era gargalhar. E eu na frente inventando as tiradinhas engraçadas para alegrar até mesmo as aulas de estudos sociais [é a nova!].
Gastava tanto tempo nisso que chegava a hora do recreio e eu ainda não tinha terminado de copiar o assunto do quadro. Quantas vezes só fui “merendar” quando a campa(inha) já estava pra bater. Hahaha.
Estou me lembrando de umas pérolas. Vamos ver se ainda soam cômicas.

– A macumba

roses
Eu inventava qualquer coisa para ver a gargalhada da minha amiga Leilane. Uma gargalhada bem expressiva por sinal. Mesmo que não tivesse graça, a galera acabava entrando na onda. Não lembro por qual razão criei uma história de uma macumba de Parnaíba [cidade litôranea daqui do PI]. Devia ser pra tirar nota azul, sei lá. A única parte que lembro é que o trabalho tinha que ser feito em uma encruzilhada – CLARO – e a pessoa deveria bater nas costas com um buquê de rosas brancas. Imagina a cena. 😀 Acho que tinha que falar algumas palavras também, mas eu não vou lembrar. O que eu lembro bem é a parte de que as rosas tinham que ter espinhos e a pessoa deveria se bater até sangrar para alcançar o que desejasse. Sobrenatural, eu diria hoje. A galera riu muito naquela manhã.

– Meu gato dançando o requebra na Voyage


Não lembro o nome do meu gato da época. Só sei que Voyage era o nome de uma danceteria [é a nova 2!] que funcionou perto da escola que a gente estudava. Numa dessas campanhas de cães e gatos a ex-danceteria foi posto de vacinação. Então na hora de contar para a galera o meu programa de fim de semana – levar o gato pra tomar vacina – eu disse que tinha levado o bichano pra dançar o requebra na Voyage. Veja o vídeo acima e entenda o motivo da graça.

– Fuio

ping pong

Apesar de não ter sido de minha autoria, o fuio merece estar nesta pequena lista.
Compramos um chiclete ping pong como qualquer estudante da época e de repente uma piadinha besta foi motivo de risos durante toda a semana. A temida professora Rita de ciências pegou leve e não quis saber a razão de tanta graça. Infelizmente o Google não me deu a figurinha, mas segue o diálogo:

____ Você sabe o que é um fuio?
[pausa para  reflexão grave e que acabou sem resposta]
____ Um fuio é um buiaco na paiede.
[hahahahaha]

Lembrei de poucos episódios, afinal não vou me iludir e dizer que foi ontem que tudo isso aconteceu.
Faz um tempão…
Hoje até encontrei uma colega da época, que era igualmente piadista. Tinha até certa rivalidade (:o) entre nós.
O fato é que esses tempos passaram. Perdi o tempo da comédia – se é que eu tive esse talento algum dia. E logo agora que o stand-up tá bombando no Brasil eu invento de ir na contramão. Só eu mesmo…
Prefiro ficar na plateia e observar meus amigos comediantes que arrasam. Se tem uma coisa que não mudou de tantos anos pra cá foi a minha facilidade para sorrir.

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