No tempo em que eu estudava História

leandro
Leandro Narloch

Lá pelos idos de 2010 (eu acho) assisti uma entrevista bem interessante com Leandro Narloch no programa do Jô.
Fiquei interessada por demais no livro que ele tinha lançado, o “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, e a única coisa que lembro é que resolvi que iria atrás dessa obra.
Terminei de ler o livro anteontem e devo dizer que coisas mudaram em mim.

Primeiro. Existem aqueles capítulos que deixam a gente meio perplexo, outros nos quais ficamos confusos e outros ainda que não fazem sentido algum.
Vou destacar a categoria do perplexo, por que sinceramente nunca pensei que Aleijadinho (o mito) não foi na verdade nada daquilo que a gente aprendeu na escola. A sensação que temos ao ler as histórias “verdadeiras” sendo reveladas é que vivemos em uma realidade muito da mentirosa e controlada pelos caras da situação. Dá medo. E promove um choque que nos diz: “a sua vidinha é insignificante e você não tem controle sobre NADA”.

guia

Agora tem coisa que é dita no livro que bate aquela dúvida em crer ou não. Tipo: como assim Santos Dumont não inventou o avião? Ou melhor. Como assim ele era um riquinho sem espírito empreendedor?
A vida inteira disseram que ele arrasou com o
14 Bis e de repente não é bem isso. WHAT? Eu particularmente me interesso bastante pelo personagem que ele foi e fiquei chocada com a suspeita levantada de que ele até sabotagem fez para não se sair mal em uma de suas exibições. 
Ok. Hoje sabemos que foram os irmãos Wright os primeiros a voar, mas só lendo o livro mesmo para entender como tudo isso soa estranho. Para resumir: o livro desfaz o encanto do inventor Santos Dumont. Torna ele apenas um cara que não conseguiu êxito naquilo em que se dedicou por toda a vida. Trágico! (OMAR, Sr.)

Segundo. Fiquei com uma vontade terrível de voltar pra universidade. Sim. E estudar História, é claro! Seria um barato pesquisar e pesquisar sobre todos os assuntos abordados pelo livro e sobre os não abordados também. Sem falar no incremento cultural na minha pessoa, né? Se ninguém me demover da ideia, quem sabe eu não me torne uma historiadora, hein? Uma ótima ideia. Eu creio.

Pra mim o livro não é algo que vou crer acima de tudo daqui pra frente, até por que ele nem apresenta essa pretensão. Mas, sem dúvida serviu para reavivar o meu gosto pela história e pelos desmembramentos de tais fatos na vida cotidiana da gente.

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