No tempo em que solidão era só letra de música

Sempre fui meio condicionada a acreditar na minha própria solidão.
Já até devo ter comentado aqui que brincava sozinha  na infância, que gostava de desenhar e que lia muito até dormir por cima dos livros.
Tais fatos não comprometeram minha felicidade naquele período e credito um incremento elevado de independência emocional em função disso.
Na adolescência: “a turma”. Não desgrudávamos um segundo. Só pra voltar pra casa depois da aula ou de outros eventos, mas continuávamos em contato mesmo assim.
Não tínhamos muitas coisas pra fazer e era bem mais simples se encontrar no meio do dia ou ficar conversando no portão em pleno início de madrugada.
Condicionamentos a parte, a independência emocional começou a falhar de uns tempos pra cá.
O negócio tá ficando puxado mesmo.
Vamos ao saldo de 2012:

– Melhor amiga indo embora pra Brasília
– Segunda melhor amiga conhecendo e desfrutando das maravilhas da independência emocional
– Melhor amigo se afastando por intervenção minha (pois é! a gente às vezes faz umas coisas…)
– Não-vida amorosa se perpetuando em sua posição como nunca

Tudo bem que teve o retorno da minha mãe que me liga o dia inteiro e o companheirismo do meu irmão que é um chuchu, apesar do comportamento pseudo-fanático-religioso dele.
Mas, cheguei em uma fase da vida que não dá mais pra ignorar que está faltando algo.
Aconteceram tantas coisas absurdas no último bimestre e eu só queria alguém pra compartilhar.
Fico pensando que agora a solidão é de verdade mesmo. Não é só letra de música do Paulinho da Viola.

solidão
Que de noite, quando meu pai vai dormir e eu fico na companhia do meu aparelho de DVD, falta alguém pra um abraço, pra eu dizer que as coisas estão difíceis e que vão melhorar, pra dormir junto e chorar no ombro sem precisar explicar.
Enquanto isso não acontece o sleep timer está ocupando o cargo de best friend. Pelo menos durante a madrugada.

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2 comentários em “No tempo em que solidão era só letra de música

  1. Gosto muito do seu blog. As suas nostalgias são muito parecidas com as minhas, pois crescemos na mesma época e encarando a mesma cultura.

    Algumas coisas que faltam na sua vida também faltam na minha.

    Mas eu estou aqui mesmo é para pedir que continue escrevendo, por favor.

    Sinto-me confortável ao ler seus textos.

    =)

  2. Nossa que bom ler isso! Muito obrigada Alan. Vou continuar escrevendo sim. É que os textos aqui são mais espaçados mesmo. Às vezes me falta tempo, às vezes é preciosismo na busca do texto ideal para cada momento. O certo é que volto sempre mesmo que demore. Um beijo.

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