No tempo em que eu queria um namorado

Calma.  Ainda não é dessa vez que eu vou desistir do amor.

É que a gente cresce e mudam um pouco as definições, né.
Esse tipo de namorado que tem por aí num quero não.
Que se diz namorado. Que é desleal , que trata a namorada a patadas (verbais of course, porque se partir pra ignorância a gente mete a joelhada \o/), que nunca está quando se precisa dele, dentre outras espécies de boçais.
Também existe outro tipo que dispenso de cara. Aquele namorado que é um fofo com você, que lambe o chão que você passa, que vive estendendo tapetes vermelhos e criando chuvas de pétalas de rosa só pra você. Entretanto, se comporta mega mal com todo mundo que não seja a namorada. E eu digo todo mundo mesmo: mãe, irmão, amigos, cachorro, papagaio… É o tipo de cara que não sabe desempenhar mais de um papel na vida. Em outras palavras, estacionou na pré-adolescência quando a gente tem só o status de filho ou filha pra se preocupar.
O que eu queria mesmo – mas, sem desesperos nesse 12 de junho) – era um companheiro de verdade.
Um cara gente boa, que gostasse de mim do jeito que eu sou, que fosse bem matusquela pra combinar comigo, que tivesse planos pro futuro dele (os meus  eu já fiz), que fosse pacífico (odeio violência), que se sentisse bem ao meu lado, que soubesse ser educado, gentil e cortês, não interessando o rumo da prosa e as pessoas envolvidas.
Beleza importa? Claro. Só que meu conceito de beleza mudou drasticamente nos últimos anos.
Ser belo pra mim é concentrar pelo menos 80% dos requisitos citados e contar pontos em alguns itens como:

  • barba ralinha
  • sorriso bonito
  • cabelo bem cuidado (se for comprido, eu piro)
  • street wear no guarda roupa ou largadão mesmo
  • olhos pequenos
  • covinhas na bochecha e/ou no queixo
  • combo pescoço+nuca atraentes e
  • um cérebro turbinado, é claro

Sério mesmo. Se o cara for culto, antenado e sem preconceitos já pode.

Pôxa! Agora ficou parecendo um anúncio nos classificados hehehehe.
Eu como publicitária não poderia fugir a regra. Ainda mais hoje nessa data tão explorada.
Tudo bem que eu não sou obcecada. Não vou cortar os pulsos por que não ganhei presente. Mas é claro que seria legal ter alguém né, gente. Não sou hipócrita.
E se fosse alguém pelo menos parecido com esse cara que eu descrevi aí em cima, nem precisava de presente.

Já tava de boa. =D

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3 comentários em “No tempo em que eu queria um namorado

  1. O que vale hoje em dia são conceitos meio, digamos, superficialistas; explico: a velocidade que se processam as coisas mudaram e com elas, ou mais rápido que elas, alguns conceitos, hoje chamados de piegas, que acabam por superficializar as relações. Não se trata mais ninguém com o requinte, a atenção ou digamos mesmo o respeito de antigamente, e que isso não soe saudosismo, porque é mesmo. Dedicar alguns minutos pra pensar ou mesmo elaborar um presente, orquestrar um encontro tá fora de moda; se faz é comprar mesmo algo pre-fabricado, enrola num papel e pronto.
    Criar um clima de suspense; colocar uma flor no banco do carro pra descuidadamente lhe surpreender;pedir ao garçom que dentro do cardápio ou junto ao prato traga um bilhete com frases de amor escrito por você a punho ou mesmo apenas colocar algumas velas e incensos ao redor da cama pra finalizar dizendo cuidadosamente e sinceramente um: Eu te amo. Isso já não se faz, o pior é que faz uma diferença simplória, desculpe minha breguiçe e minha falta de talento pra conquista, mas a pobreza de metal quando falta revela a riqueza de espírito.
    Aos incorrigiveis como eu um feliz dia dos namorados.
    Shirley Cronemberger.

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