No tempo em que eu queria ser escritora

 

Na infância quis ser muita coisa: cantora, professora, bailarina, dramaturga, escritora, arquiteta, dançarina da Daniela Mercury (pasmem \o/), jornalista, advogada, publicitária, atriz…

Consegui ser as opções professora e publicitária. E acho que já posso me chamar pretensiosamente de escritora.
Desde sempre faço isso. A diferença agora é que recebo honorários pelas palavras no papel. Ou melhor, no word, na web e em outras plataformas mais digitais. Mesmo assim não abandono o papel. Tenho sempre um bloquinho ou caderno por perto.
O lance é que fica na cabeça da gente que pra ser escritor tem que publicar um livro. Pensava assim antes. No fundo ainda guardo essa crença e dia desses publico pra poder ficar mais tranquila.
Mas, o fato (e ouvi isso de um professor) é que o simples pensamento já faz de mim o que quero ser. Então sou escritora. Não nos moldes convencionais, mais sou. Oras.
É claro que estou infinitamente longe de ser uma autora renomada ou qualquer coisa que já tenha sonhado lendo muito Machado de Assis. E acho que nem precisa tanto.
O que eu queria mesmo era viver que nem o Assis Brasil (um sábio e simpático escritor piauiense de 80 anos). O cara mora na periferia, sem pretensões capitalistas, vivendo dos dividendos das editoras e com uma produção intelectual impressionante.
Quem sabe, quando eu fizer oitenta anos não esteja assim? Menos pela produção intelectual impressionante, eu acho. Modestamente quero muito chegar lá.

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